A encenação
que nos rodeou. Quantas verdades nos foram mostradas. Quantas magnificências
verbalizadas.
Tivemos
terra. Quisemos mar. Porque queríamos mais. E chegámos lá, penetrando ondas e
marés, onde não havia firmeza, mesmo sendo para nós puro alcatrão. Era chão
para os nossos pés.
Deixámo-nos
levar, à beira da queda vertiginosa que tantos viam. O mar parecia finitamente
infindável.
A
água não precisava mais de nós, porque os nós com ela haviam sido atados. Todas
as ondas que nos salgaram o percurso até então desconhecido, acalmaram à nossa
passagem.
Porque
somos magníficos.
Porque
fomos magníficos.
Porque
desviámos precipícios.
Porque
nos sufocámos.
Porque
nos pendurámos.
Tiago José Chaves
06/03/2013
21:38

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