Mas
com que quereis vós acabar? A que quereis vós colocar término infinito? A que
vos vergais para terem tamanha pretensão?
Como
podereis vós aguardar um momento oportuno com a audiência oportuna e os
argumentos oportunos no arregaçar das vossas mangas quando, no final, as vestes
serão lavadas e o que era oportuno foi fugazmente aceite, tal a trivialidade
que assume um sério problema solucionado?
Solução
ignorada.
Porque
tem que ser assim.
A
massa controlada nada mais será que, cedo ou tarde, massa frustrada.
A
solução reside no mesmo lugar em que a não há. São meras ficções reais que
idealizamos fisicamente para que os nossos sentidos repousem na poltrona do
engano acertado.
Se
avançamos no recuo à primitivação, se recuamos no avanço duma bomba atómica que
nos põe o átomo em turbilhão,… deixemo-nos ir! Deixemo-nos encontrar o descrito
divino, usualmente tratado com caracteres de imposição, porque a vontade do
Homem se impõe com sobreposições, altas e baixas, nunca ultrapassando a fossa
que sempre foi a nossa natureza.
Porque
somos assim: naturais.
Assim,
bons de podridão. Podres de bondade. Tudo pelo melhor que piora, piorando
melhorias.
É
natural.
Tiago José Chaves
23/04/2013
16:38
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