Nunca
poderia não ser o que não sou.
Nunca poderia ser o que sou.
Nunca poderia ser o que sou.
Nunca me poderia somar por ser uma nulidade.
Nunca poderia ser acréscimo a qualquer falta nem o excesso de
qualquer exagero.
Nunca me poderia subtrair por ser a mesma nulidade que seria se
me somasse.
Nunca me consideraria uma junção de singularidades se a minha
manipulação nunca observou nada singularmente.
Nunca me consideraria qualquer pluralidade por não conhecer
singularidades.
Nunca poderia ser qualquer diferença por ser uma completa
redundância.
Nunca poderia deixar de ser redundante se todos os eventos que me antecederam e me sucedem são cíclicos. Como qualquer ciclo, o começo é no fim e o término é o seu início. Todo o seu caminho tem o mesmo fim e é irrelevante procurar satisfação nos acontecimentos intermédios. O durante é dentro do ciclo e torna-se irrelevante por conduzir à redundância.
Não posso querer ser qualquer diferença se o que procuro são semelhanças.
Nunca poderia deixar de ser redundante se todos os eventos que me antecederam e me sucedem são cíclicos. Como qualquer ciclo, o começo é no fim e o término é o seu início. Todo o seu caminho tem o mesmo fim e é irrelevante procurar satisfação nos acontecimentos intermédios. O durante é dentro do ciclo e torna-se irrelevante por conduzir à redundância.
Não posso querer ser qualquer diferença se o que procuro são semelhanças.
Não me posso sentir semelhante a nada se sou redundante.
Não me posso distinguir de nada se o que somos são ciclos.
Não posso inventar novas redundâncias se isso implica criar novos ciclos. Qualquer ciclo seria redundante e qualquer redundância é cíclica.
Não posso querer outro sítio porque venho parar sempre aqui.
Não posso inventar novas redundâncias se isso implica criar novos ciclos. Qualquer ciclo seria redundante e qualquer redundância é cíclica.
Não posso querer outro sítio porque venho parar sempre aqui.
Não posso querer estar aqui porque não gosto deste sítio.
Não posso ser quem sou.
Tiago
José Chaves
20/01/2015
19:11