Eu sei errar. Eu sou o meu
erro. Mas aceito-me, porque luto para ser quem sou. A mais insignificante forma
de agir, “significa”, no completo sentido da palavra. Eu significo, não “algo”,
não “alguém”. Puro e simplesmente, significo.
Mergulho
na minha ignorância, assim como o meu orgulho mergulha na imensidão do
desespero dos meus erros, mortos para serem diferentes, seja de que maneira
for. Mergulho e bebo sempre dela, porque me agrada o seu sabor amargo, a sua
falta de cor e o seu carácter. Eu sou um apaixonado por mim, como vós, que por
mais que façais por outrem, na nossa douta ignorância, somos o nosso ego.
Tiago José Chaves
23/11/2011