Não
faz sentido nenhum. Qualquer distinção é um erro. Crasso, por assim se dizer.
Não somos mais que porcos que lutam pela sobrevivência,
satisfazendo necessidades tão básicas como os animais que somos. Não somos mais
que nada. Tudo finda.
Não temos direito algum. Não temos posse alguma. Não temos
sentimento algum. Não temos nada. Não temos tudo. Não temos tempo. Não temos
espaço. Não temos modos. Não somos. Não fomos. Não vamos ser. Não há princípio.
Não há fim. Não há infinito.
Não vale a pena. Não vamos onde queremos, ou onde queres, ou
onde eu quero.
Não vai haver guerra. Não vai haver paz. Não existe quente. Não existe
frio. Não há palavras. Não há escrita. Não há som. Não há silêncio. Não há cor.
Não há escuro. Não há luz. Não há sombra.
Não há afirmação.
Tiago José Chaves
11/06/2012
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