terça-feira, 26 de junho de 2012

Ego


Eu sei errar. Eu sou o meu erro. Mas aceito-me, porque luto para ser quem sou. A mais insignificante forma de agir, “significa”, no completo sentido da palavra. Eu significo, não “algo”, não “alguém”. Puro e simplesmente, significo.
     Mergulho na minha ignorância, assim como o meu orgulho mergulha na imensidão do desespero dos meus erros, mortos para serem diferentes, seja de que maneira for. Mergulho e bebo sempre dela, porque me agrada o seu sabor amargo, a sua falta de cor e o seu carácter. Eu sou um apaixonado por mim, como vós, que por mais que façais por outrem, na nossa douta ignorância, somos o nosso ego.

    
Tiago José Chaves
23/11/2011


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