É tão simples quanto isso
que vos tanto deu prazer nem sequer me comover.
O vosso
nível, o patamar que julgais ocupar, é não mais que uma mera ilusão para quem a
aceita comer.
Pareceis
pássaros, a darem de comer do que sois à passarada mais nova. Tornai-los
eternamente fortes antes de morrerem!
Aclamais-vos
na vossa pacificidade como uma tribo de índios se deixa levar pelo fumo
distante da fogueira com homens e mulheres que a rodeiam, ouvindo hipnotizantes
ruídos do ritual que presenciais, exaltando-vos as hormonas e tremelicando-vos
o sexo na esperança de que nada entre vós se intrometa.
De todo,
índios.
De todo,
corajosamente pacíficos.
De todo, energúmenos.
Esquivos.
O fumo que
vos hipnotizou não tapou os olhos a outrem. Contudo, sentistes-vos
completamente invisíveis e isolados.
E
escondestes-vos.
Escondestes-vos,
com a ânsia de repetir.
E
repetistes-vos, escondidos, para que ninguém vos descobrisse.
Índios que
fazem o retorno à civilização.
Cidadãos
que se tapam como todos os outros, julgando-vos vós tão imensamente diferentes.
Escrevo-vos
para vos lembrar que exististes e que a vossa tribo foi fugaz!
Tão fugaz
em tempo como na vossa mentalidade e real percepção do que vos rodeia.
Omissos.
Mesquinhos.
Mentirosos.
Jogadores.
E
indiferentes, que me sois.
Mas
retornem um para o outro.
Não vos
inquieto mais.
Sois…
Verdadeiramente Verdadeiros.
Tiago José Chaves
19/09/2013
00:00