terça-feira, 20 de julho de 2010

Rotina da tua maneira de ser

Falaste
Quando tudo o que queria era silêncio
Choraste
Quanto o que te pedia era silêncio

Trouxeste memórias
De um caminho onde não mais caminharás
Relembras velhas glórias
Do tempo que não volta atrás

Procuras paz
Debaixo de um pouco de silêncio
Não deste por ser nem por ver
Que ela jaz onde não há silencio

Procuras algo
Não tem sitio nem tempo definido
Sentes-te fidalgo
Quando neste mundo andas esquecido

Falaste
Quando tudo o que queria era silêncio
Choraste
Por silêncio, silêncio e um pouco mais do mesmo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Palavras de alguém que não sei quem sou

Aqui jaz enterradas todas elas
Letras unificadas sem sentido algum
Em paz descansam, eternas belas
Rimando sem sentido nenhum.

Um alguém outrora lembrado
Um nada esperando ser encontrado
Palavras de alguém que não sei quem sou
Papéis escritos de um tempo que por nós passou.


T. Chaves

08/07/2010