Quase me habituo.
Quase me tapa e me
esconde a nuvem que paira neste ar pesado e insuportável que vou suportando à
medida que em mim se me acomoda a ideia de que tudo vem e vai com um propósito
que significa ou que se torna insignificante.
Quase o sal me não
deixa corromper o sabor da pele e saliva que nos envolveu quando nada mais era
relevante que o que se toca e deixa tocar por ambas as mãos carregadas de imundice
que arrastamos connosco como que um fardo que ninguém mais poderá carregar por
nós e que tornaram tão pesado e imensurável.
Quase me adapto à
tua ausente presença.
Quase te reconheço
como te conhecia e pensei nunca vir a conhecer.
Quase nego a
ridicularidade da imensidão de sentimentos que me foram despertados e que teimo
em de novo adormecer com todas as forças que em mim se reúnem.
Quase é vão.
Quase atinge onde
queria que atingisse.
Quase os meus
olhos vêm e percebem a luz ao nosso redor, mesmo envoltos pela sombra negra que
nunca se ausentou.
Quase acreditei.
Quase fomos.
Quase me esqueci.
Tiago José Chaves
08/01/2013
15:54
Sem comentários:
Enviar um comentário