Inalcançável.
Uma
espécie de paralelismo, lado a lado, na esperança que o infinito traga o
encontro.
Mas é
infinito.
Inteiramente
finito. Inconcebível à nossa noção de tempo e espaço.
Não há
sequer flexibilidade que possibilite alteração no rumo.
Há, de
facto, coisas inalteráveis. Há algo que nunca ninguém alguma vez entenderá.
Haverá sempre limite no satisfeito conhecimento alcançado. Haverá sempre
frustração. Haverá sempre uma mútua aceitação e negação à ignorância.
Um conjunto
de anormalidades gritam no fundo do nosso ser, deturpando por completo qualquer
noção de realidade e de ficção.
Qualquer
conhecimento é nulo.
Qualquer
existência se anula.
Qualquer
coisa, por mais que seja dessa mesma coisa, tende por se anular.
O fim dita-se
por ele próprio aquando o seu início. E falo do que não sei, porque sei que o
não conheço.
Disso
estou certo.
Disso vos
posso acertar.
Não há
nada que não seja tudo, nem tudo que não tenha sido ou se venha a tornar nada.
Tudo dita
o seu próprio fim.
Tiago José Chaves
19/06/2013
13:30
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