quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem título

     Inalcançável.
     Uma espécie de paralelismo, lado a lado, na esperança que o infinito traga o encontro.
     Mas é infinito.
     Inteiramente finito. Inconcebível à nossa noção de tempo e espaço.
     Não há sequer flexibilidade que possibilite alteração no rumo.
     Há, de facto, coisas inalteráveis. Há algo que nunca ninguém alguma vez entenderá. Haverá sempre limite no satisfeito conhecimento alcançado. Haverá sempre frustração. Haverá sempre uma mútua aceitação e negação à ignorância.
     Um conjunto de anormalidades gritam no fundo do nosso ser, deturpando por completo qualquer noção de realidade e de ficção.
     Qualquer conhecimento é nulo.
     Qualquer existência se anula.
     Qualquer coisa, por mais que seja dessa mesma coisa, tende por se anular.
     O fim dita-se por ele próprio aquando o seu início. E falo do que não sei, porque sei que o não conheço.
     Disso estou certo.
     Disso vos posso acertar.
     Não há nada que não seja tudo, nem tudo que não tenha sido ou se venha a tornar nada.
     Tudo dita o seu próprio fim.


Tiago José Chaves
19/06/2013

13:30

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