Dá-lhes
respostas. Senta-te e observa, porque assim como tu te repousaste para que algo
acontecesse, eles também. Tudo o que disseste ou escreveste com a garra de quem
se sente correcto, apenas serviu de alimento para um espectáculo de bestas
esfaimadas, à espera que algo acontecesse.
Vira a página ao contrário. Faz uma interrogação e
deixa-a pendente. A retórica pode, de facto, afectar.
Lunáticos. Egocêntricos. Ignorantes.
Eles vão pensar na questão. Quem quer que seja que
dê uma resposta minimamente correcta, audível e "saudável", entala de
novo uma estaca na roda dentada que move o bom senso, fazendo-os de novo
sedentários de pensamentos alheios.
Por outro lado, digamos que a resposta aceite é
revolucionária, inspiradora!...
É falível. É portadora duma doença que espalhará o
caos mais rapidamente, vitimando-nos.
Vítimas. Curioso é que, apesar de divinamente ou
erradamente racionais que somos, a culpa da extinção que nos aguarda dever-se-à
apenas e somente à vossa constante ambição e fome insaciável de conhecimento,
de mexer no que estava bem no sítio onde foi colocado.
Não há nada a fazer. Tudo o que se diga ou faça é em
vão.
A raça humana serrou uma árvore que esculpiu e poliu
para fazer o seu próprio caixão.
É a contagem decrescente.
Foi um prazer enorme em conhecer-vos.
"Tic-tac".
Tiago José
Chaves
18/08/2012
00:46
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